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02 de novembro de 2020

Finados: Somos todos Terminais

O manual de redação de uma das mais importantes  revistas norte-americanas  “para adultos” aponta os temas preferenciais da publicação: dinheiro, sexo, juventude, beleza e  bem estar.  O manual esclarece que não se  deve   -  de  forma alguma - abordar temas como pobreza, doença, fome  e, sobretudo, morte.

A revista reflete a mentalidade moderna, que privilegia a juventude, o corpo, o prazeroso, o bem estar  e o sucesso. Diante destes valores, a morte surge como a temida ameaça. Ela não apenas rouba o que temos, mas  também aquilo que somos. Como não existem possibilidades de impedir a morte, a mentalidade moderna procura esquecê-la, ignorá-la.

A morte não mais faz parte dos eventos familiares. Quando alguém adoece é  levado ao hospital e confinado numa sala de emergência. Ocorrendo a morte, é velado num ambiente neutro – capelas mortuárias –  e sepultado quanto antes. Não se carrega luto e não mais se fala dele.

Desde as mais remotas civilizações, o homem preocupou-se com o mistério da morte. Junto às primitivas sepulturas apareceram símbolos religiosos,  com eles, a suspeita da  imortalidade.

A morte é a maior de todas as certezas. Desde o nascimento, caminhamos para a morte.  A medicina fala em doentes terminais. Desde o começo somos todos  terminais. Nascemos com um  desconhecido prazo de validade. Morremos um pouco todos os dias, morremos a prestações.

A medicina  moderna   conseguiu prolongar por alguns anos a média de idade. Porque não pode vencer a  morte,  mentalidade moderna faz de conta que ela não existe. Neste ponto, os romanos antigos eram mais práticos a fatalistas: comamos e bebamos, porque um dia morreremos. O espanhol Miguel de Unamuno  garante: o homem é um animal doente porque sabe que vai morrer.

O Cristianismo, porém, garante ter boas notícias sobre a morte e, sobretudo, sobre o temido depois. Depois da morte, o mistério, o silêncio, dizia Shakespeare. Jesus Cristo  descendo ao coração da morte – o sheol bíblico – trouxe de lá a vida definitiva. Sua ressurreição é garantia de nossa ressurreição. Neste ângulo, a morte é o verdadeiro nascimento do homem. Será o instante das coisas claras. É a grande oportunidade de ver Deus face a face.

Autor: Frei Aldo Colombo

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A data de Finados foi celebrada por todas as comunidades da Paróquia São Pedro de Garibaldi. No cemitério municipal, muitos fiéis se reuniram na manhã do dia 02 de Novembro às 09 horas, para rezar pelos seus entes queridos.

PUBLICADO POR: Pastoral da Comunicação
CATEGORIAS: Geral