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Mensagem da Semana

Batismo: Marco inicial da Fé

BATISMO: MARCO INICIAL DA FÉ
Dificilmente uma pessoa não sabe o dia de seu nascimento. É também
muito comum festejar o próprio aniversário. Mas nem todos sabem o dia
do seu nascimento para a Fé, o dia do Batismo. O aniversário do nascimento
é festejado com alguma comemoração. O mesmo devemos fazer com o
aniversário de nosso nascimento para a Fé e para a comunidade cristã. É
também uma oportunidade de recordar aqueles e aquelas que nos
transmitiram herança da Fé, sobretudo, nosso pais e padrinhos.
O Batismo é o Sacramento que abre a porta para os demais Sacramentos e
para toda vida cristã. Ele nos torna cristãos, filhos (as) de Deus, herdeiros
do céu, templos do Espírito Santo e membros da Comunidade Cristã. Ele
merece ser comemorado. A palavra Batismo significa emergir na água ou
purificar. Ao longo do tempo, a Igreja usou de várias maneiras de batizar:
aspersão da água, imersão na água ou derramar água na fronte.
Jesus quis ser batizado por João Batista, no rio Jordão. É o instante em que
se unem os dois Testamentos e Jesus é anunciado oficialmente como Filho
de Deus. Ele mandou aos apóstolos e discípulos batizar e proclamar a Boa
Nova a todos.
Nos primeiros séculos, sobretudo no Império Romano, pedir o Batismo era
assumir duas perigosas consequências: ser socialmente excluído,
marginalizado e não estava afastada a possibilidade do martírio. O Batismo
era assumido, em geral, na vida adulta, mas o Evangelho e os Atos dos
Apóstolo falam de pessoas convertidas, que receberam o Batismo
juntamente com toda a sua família, incluídas crianças, O adulto que recebia
o Batismo era acompanhado por um “Mestre” na Fé, chamado de Padrinho,
ou segundo pai. Durante oito dias vestia uma túnica branca, simbolizando
o novo estado de vida. Hoje, no Batismo das crianças os pais e padrinhos
assumem o compromisso de educar pela pelo exemplo. O Batismo, nos
adultos, apaga todos o pecados pessoais. É vida nova.
Tudo o que não se renova empobrece ou até pode morrer. Precisamos
renovar nosso Batismo, possivelmente, todos dias. E fazemos sobretudo
isso quando traçamos sobre nós o Sinal da Cruz. É bom lembrar que pais e
padrinhos não são para um período; são para sempre.

Mensagem da Semana

Troque o seu Natal vencido

Troque o seu Natal vencido


Imprevisível, o ano de 2020 obrigou cancelar muitos eventos. Alguns foram adiados,
outros definitivamente supressos. Foram canceladas festas, feiras, partidas de futebol,
formaturas, férias... até o Carnaval foi adiado. Correu o boato que o Natal também seria
cancelado. Então, não haverá Natal, perguntam os fiéis?
Haverá Natal, mas um Natal diferente. Um Natal com menos exterioridades e mais Fé.
Haverá Natal porque nós precisamos de Deus e Ele sempre está a nosso lado, sobretudo
nos momentos difíceis. Ele partilha nossa pobreza, nossas dores, nosso pranto, nossa
orfandade. Haverá Natal porque precisamos de uma luz divina em meio a tanta
escuridão. A Covid 19 nunca poderá chegar ao coração, nem à alma das mulheres e
homens de hoje. À semelhança dos pastores queremos chegar até à gruta que nos
oferece Paz, Vida e Salvação.
O Natal vai acontecer. Mas cuidado: anda por ai um produto falsificado, um natal
vencido. Não sei se é o caso de recorrer ao Procon. Este natal que nos impingem está
vencido, precisa ser retirado do Mercado. É falsificado. Sequestraram nosso Natal. Em
seu lugar colocaram panetones, perus, chocolates, bonecas que falam, tênis iluminados,
roupas, bebidas e comidas que vieram do outro lado do mundo
Como ponto de partida, é preciso colocar Jesus nesta festa. Não é o Natal de Papai Noel,
distribuindo presentes para as crianças ricas e brinquedos reciclados para as crianças
pobres.
É o Natal de Jesus, que veio trazer a todo o grande presente da salvação. É aquele que
veio trazer a Boa Nova para todos, privilegiando os mais pobres e excluídos. No Natal
é preciso lembrar que este Menino cresceu e deixou-nos o grande Mandamento do
Amor. Ele é o Caminho e não há outro caminho confiável.
Em 1223, São Francisco, o santo do Presépio, decidiu: quero, neste ano, celebrar o mais
belo Natal de minha vida. Cada um de nós pode assumir este desafio. Isso significa
reinventar o Natal, com menos lampadinhas e mais luz. Um Natal com menos festas e
mais amor. Um Natal onde Jesus é o personagem principal.
Ainda estamos em tempo. Podemos trocar um natal vencido por um Natal novo, saído
das páginas do Evangelho. Feliz Natal!

Mensagem da Semana

OS DEFEITOS DE JESUS

OS DEFEITOS DE JESUS

Quem foi esse Jesus, de quem se fala tanto, há tanto tempo e se dizem tantas coisas, muito contra e muitas a favor?  A pergunta se encontra numa canção do Padre Zezinho. Ele é o Ressuscitado, figura central humanidade, ele dividiu a História ao meio; antes e depois dele.

François Van Thuan, bispo vietnamita, por causa de Jesus permaneceu 17 anos em prisão solitária. Libertado, deixou-nos seu luminoso testemunho no livro O Caminho da Esperança. Apaixonado pelo Nazareno, Van Thuan descobre nele alguns dos “defeitos”.

Jesus não tem memória. Este o primeiro defeito. Durante sua agonia, ouviu a voz do ladrão que estava a sua direita: lembra-te de mim quando estiveres no teu Reino (Lc 23,42) Jesus, esquecido das maldades do ladrão, prometeu: ainda hoje estarás comigo no Paraíso. Ele esqueceu todos os pecados daquele homem. O mesmo acontece na parábola do Filho Pródigo. Regressando ao lar, na mais absoluta miséria, é aceito com uma grande festa. Tuan diz: “ a memória de Jesus não é como a minha, Ele não só perdoa, mas esquece até mesmo que perdoou”.

Outro defeito de Jesus refere-se à economia. Um pastor tinha 100 ovelhas, uma se perde e ele deixa as 99 e vai em procura da que se perdera (Lc 15,4) noutra oportunidade chama um devedor que lhe devia enorme fortuna. O devedor pediu que a dívida fosse parcelada, mas ele perdoou toda a dívida. Há também o caso do salário pago aos trabalhadores da vinha. Os que trabalharam apenas uma hora receberam idêntico pagamento dos que haviam trabalhado todo o dia. Se fosse hoje, teria problemas trabalhistas.

Jesus também falhou como empresário-treinador. Escolheu mal sua equipe e, em vez de onze, convocou doze jogadores, talvez porque não confiasse neles. E, realmente, um deles – Judas- vendeu um jogo. Para capitão escolheu um certo Simão Pedro. No jogo decisivo, jogou fora a camisa e declarou não reconhecer o treinador. Os outros atletas abandonaram a partida. Impressionante é que este time continua invicto e Jesus garante: os adversários nunca triunfarão (Mt 16,18)

O bispo Van Thuan conclui: “abandonei tudo para seguir Jesus, porque amo seus defeitos. Ele é perdão e misericórdia”

Frei Aldo Colombo

Mensagem da Semana

QUEM É O CULPADO?

A escritora francesa Simone de Beauvoir conta a história de uma mulher infeliz, devido aos maus tratos que sofria da parte do marido. Por esse motivo, ela arranjou um amante. Para se encontrar com ele, tinha duas alternativas: a barca e a ponte. Ela evitava a ponte, porque nas imediações residia um perigoso assassino.

Certo dia, ela demorou-se   mais na casa do amante e, quando chegou ao rio, o barqueiro recusou-se transportá-la porque seu expediente terminara. A mulher, então, pediu ao amante para que a acompanhasse até a ponte, mas este alegou cansaço e recusou-se a acompanha-la. Sem alternativa, a mulher resolveu ir sozinha e foi assassinada.

Simone de Beauvoir pergunta: quem é o culpado? As alternativas são muitas. Uma delas é o marido que maltratava a esposa. Isto a levou a praticar a infidelidade, provocando sua morte. Outra aponta o barqueiro burocrata, insensível à necessidade de alguém. O amante também pode ser apontado, pois foi egoísta, incapaz de retribuir o amor gratuito da mulher. A própria mulher adultera pode ser responsabilizada, pois foi ela que construiu o cenário de sua tragédia. Em geral, as pessoas apontam esses culpados e esquecem o verdadeiro assassino

Todos somos especialistas em desculpas. A culpa é sempre dos outros: o marido, a esposa, o padre, o vizinho, o sócio, o governo, a oposição, os pais, os filhos... Nesta história desconhece-se o nome do assassino, mas sabemos que todos, de alguma maneira, se omitiram  e foram responsáveis pela morte da mulher: o marido, o amante, o barqueiro e a própria mulher. Daí surgiu o verdadeiro criminoso.

Nossa vida é feita de escolhas e a escolhas têm consequências. A mulher, ao trair, fez uma escolha arriscada. Ela construiu sua história. Depois vieram os outros. Mas os outros também escolheram e escolheram mal. Nós não somos ilhas e dependemos uns dos outros. Ao procurar os culpados de nossos fracassos, devemos, em primeiro lugar, olhar para nós mesmos. Todos os nossos atos são nossos. Nós somos o responsável primeiro por eles. Nossas escolhas foram feitas por nós. Felizmente, nossas escolhas – quase sempre - podem ser mudadas. As escolhas que valem são as que fazemos hoje.

Frei Aldo Colombo

Mensagem da Semana

Para Todos UMA SENHA: UBUNTU

Um antropólogo foi estudar usos e costumes de uma tribo africana. No final, fez uma brincadeira: colocou um cesto cheio de doces debaixo de uma árvore. Depois reuniu as crianças e propôs uma corrida: quem chegasse por primeiro ficaria com todo o cesto.  Os olhos daquelas crianças brilharam.

A crianças se alinharam e antropólogo deu o sinal de partida: um, dois, três e já! As crianças se deram as mãos e proferiram uma senha: Ubuntu. Depois, com tranquilidade, caminharam em direção ao prêmio e todas colocaram a mão no cesto, ao mesmo tempo. Depois, felizes, festejaram o prêmio, do qual ninguém foi excluído.

Ubuntu representa a ética deste povo. Significa: sou quem sou porque somo todos nós. Resumindo: Todos juntos. Elas demonstraram que sua tribo – considerada selvagem e primitiva – professava uma ética bem superior aos considerados civilizados, com seus milagres técnicos. Ninguém pode ser feliz sozinho. Conhecendo ou não São Francisco, aquelas crianças proclamaram, pela suas atitudes, que o outro, a outra, são irmãos. Elas levam a um profundo exame de consciência ao nosso tempo, marcado pelo egoísmo, ganância e concorrência. Fazemos de conta que o outro é um concorrente.

Muitas vezes repetida, mas pouco praticada, a frase de Thomas Merton proclama: Homem algum é uma ilha. Se um grão de areia cai no mar, o continente fica menor.  A injustiça cometida contra qualquer ser humano afeta a todos. Não somos ilhas, dependemos uns dos outros. A tempestade que assola o mundo hoje – Covit 19 – mostra isso. O escritor Ary Fontoura define o momento atual: “somos pequenos demais e absolutamente frágeis” A atual Pandemia precisa ser entendida como um dos “Sinais dos Tempos”. A História é Mestra da Vida, mas suas mensalidades são caras. Seria lastimável se não aprendêssemos a lição.

A filosofia Ubuntu recorda as palavras do líder indiano Mhatma Gandhi: “Cada dia a natureza produz o suficiente para nossas necessidades; se cada um tomasse o que fosse necessário, não haveria pobreza e ninguém morreria de fome”. O Evangelho ilumina: “Um só é vosso Pai e vós todos sois irmãos” ( Mt 23,8)

Frei Aldo Colombo

Mensagem da Semana

A matemática do Tempo

A pandemia Coronavírus  veio desestabilizar toda  a vida individual, familiar e social. O fator tempo não ficou fora desta tempestade. Antes não tínhamos tempo para nada, a agenda era maior que nossas possibilidades. De repente nos damos conta de ter todo tempo e nada para fazer.

A matemática revela que um cidadão comum – em média – trabalha 1.784 horas anuais, algo parecido com cinco horas diárias, descontado férias, dias santos e outros dias não trabalhados. Contrastando com estas cifras, o cidadão ocupa 3.354 horas anuais com o lazer. Das 8.760 horas do ano, cerca de  2.920  horas são gastas com o sono, 584 com as refeições e 154 horas – sempre em média, adoentados. Resumindo: nove horas de cada dia são ocupadas pelo lazer ou descanso, oito horas dormindo, cinco horas trabalhando, uma hora e meia comendo e bebendo e a doença consome trinta minutos em média.

Gastando o tempo de modo dispersivo, todos reclamamos com a falta de tempo. Na realidade, todos temos o mesmo tempo do Papa, do Presidente, do motorista, do médico, do porteiro e da dona de casa.  A distribuição do tempo fica por nossa conta.  Para o executivo, para o líder político, para om operário, para o santo, o dia tem 24 horas  e a hora 60 minutos, a semana sete dias. São, portanto, 168 horas semanais, fatiadas em 1440 minutos.

Na matemática do tempo – por um esquecimento significativo – não entram as horas gastas com os outros, nem os minutos dedicados a Deus. Será justo usar o tempo apenas em nosso próprio benefício?  E Deus, que nos dá todo tempo, ficar sem  nada.

Os gregos davam ao tempo dois nomes: Cronos e Kairós. Crônus era o tempo comum, o tempo do calendário, dos anos, meses e dias. Já o Kairós era o tempo de Deus, a passagem de Deus pela nossa vida.

O tempo, que nos é dado como presente, nos será cobrado um dia. A lenda grega conta a história da Esfinge de Tebas, imortalizada por Sófocles em  Édipo Rei.  A Esfinge desafiava os passantes: decifra-me ou eu te devoro. Se não conseguirmos interpretar corretamente o tempo, ele nos vai devorar.

Um minuto diário de oração dá sentido aos  1.440 minutos de cada dia .A vida tem prazo  de validade. Sem prorrogações. O Tempo de Deus é agora.

Frei Aldo Colombo

Mensagem da Semana

O MEDO DAS SOMBRAS

Um marajá do  Oriente possuía um diamante de imenso valor. A joia estava guardada dentro de uma redoma, numa vitrine. A poucos era dado o privilégio de ver a pedra preciosa. Um dia, um príncipe, ao  ver de perto o diamante, percebeu que existia nele uma rachadura. O fato deixou o marajá abalado, convencido que seu tesouro perdera o valor.

A partir daí sugiram muitas opiniões em relação ao fato. Alguém sugeriu que o diamante fosse colocado na vitrine, num  ângulo  favorável, para que o defeito não fosse notado. Um Ministro sugeriu um inquérito para encontrar o culpado  pelo problema. Um velho e sábio conselheiro disse possuir uma maneira ideal para  resolver o problema. A sugestão foi aceita.

Passados dois meses, com o auxílio de um ouríves, a obra  foi concluída e apresentada ao marajá. Numa bandeja, coberta de veludo, estava o diamante. Na rachadura, o artista fizera o caule de uma rosa esplêndida, que gravou com fios de ouro.   A rachadura não era mais notada e a joia  cresceu em seu  esplendor.

Nas primeiras páginas da Bíblia encontramos o episódio da maçã  proibida e a pretensão de Adão em ser  igual a  Deus. Adão não admitiu sua falha pois pretendeu ser perfeito. Mesmo assim foi esconder se do olhar de Deus. A culpa e a vergonha não vêm de Deus. Dele vem a capacidade de recomeçar.

Negar os próprios defeitos, as culpas, é a tentação que persegue a humanidade. Existem em todos nós, humanos, sombras que tentamos ignorar.  Ai surge a tentação de   esconder essas sombras. A atitude inteligente é aceitar e harmonizar estas sombras e construir sobre elas como o ourives.  Ninguém de nós pode considerar-se igual a Deus. Precisamos assumir nossas limitações, nosso pecado. Precisamos perdoar-nos a nós mesmos. Só assim teremos paz.

O erro, uma vez acontecido, deve ser um novo ponto de partida e aprender com ele. Precisamos dar os nomes às nossas sombras e não negá-las.  Os  velhos filósofos escolásticos diziam: o que não é admitido não é redimido.

Ninguém de nós pode voltar ao passado e refazer uma história diferente. Podemos, isto, sim, começar hoje e construir a história que queremos. Com o mesmo começo, podemos construir o fim que desejamos.

Frei Aldo Colombo

Mensagem da Semana

Maria, mãe de Jesus e nossa mãe

A devoção mariana faz parte da identidade católica. É quase impossível encontrar um lar católico sem uma ou muitas imagens, ou gravuras, da Mãe de Jesus e nossa mãe. Não se trata de superstição ou idolatria como acusam alguns cristãos de última hora. O próprio Lutero, de quem procedem as centenas de   confissões   e seitas evangélicas, tem palavra de grande admiração por Maria.

A teologia católica sobre Maria baseia-se nas monumentais páginas do Evangelho de Lucas. Ela é a “mãe do meu Senhor”. Todas as gerações a proclamam bem-aventurada, cheia de graças. E Lucas usa o mesmo adjetivo para Jesus e para Maria:  bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre (Lc 1,42)

Também o evangelista João contribui para a piedade mariana. Na hora da redenção da humanidade, na agonia do Calvário, Maria – a mãe forte – mantinha-se de pé. E Jesus disse a João: eis ai tu mãe e a Maria, eis ai teu filho.  “ E, a partir daquela hora, o discípulo levou-a para sua casa”. (Jo, 27)

Maria esteve presente nos momentos mais difíceis da primeira comunidade: fuga para o Egito, Bodas de Caná e na Crucificação de Jesus. Ela só deixa de aparecer com a vinda do Espírito Santo.

As primeiras comunidades cristãs e os Santos Padres foram unânimes no louvor de Maria. São 15 séculos de riqueza mariana antes dos “reformadores”. Para os católicos, Maria não é um a finalidade em si mesma, mas o caminho que leva a Jesus. É um Ostensório maravilhoso que carrega o Cristo.

O Papa João XXIII afirmava que a recitação do Rosário era uma maneira muito feliz de ler a Bíblia. Tudo que é do Terço é evangélico: o Pai Nosso, a Ave Maria, o Glória e os diferentes mistérios. São rosas – rosário – que os filhos entregam à Mãe Maria.

Quando falta a mãe, por qualquer motivo, nenhuma família é feliz. Nós, católicos, temos a infinita alegria de ter uma mãe, cheia de graça, de ternura e misericórdia. Sobretudo nos momentos mais difíceis, os filhos sentem tranquilidade junto à mãe. E Maria continua, hoje, a repetir o pedido feito em Caná: “ Fazei tudo o que Ele – Jesus – vos disser“ (Jo 2,5) Com isso haverá festa, haveria alegria, haverá o bom vinho da salvação até o fim.

Frei Aldo Colombo

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